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Games: Nintendo World Championships: NES Edition – Review

De todos os consoles revisitados através da Nintendo, o Nintendinho é disparado o predileto da empresa. A Big N sempre está arranjando uma desculpinha para trazer de volta alguns dos seus clássicos mais velhos; dessa vez, o pretexto foi seus velhos campeonatos realizados no decurso da década de 1990: o Nintendo World Championships, que compilava vários desafios das suas principais franquias.

Nintendo World Championships: NES Edition presta tributo a esse legado de competições que, infelizmente, já viraram história. Como o próprio nome sugere, o jogo é mais uma coletânea de desafios no mesmo estilo do NES Remix, que alguns já podem ter jogado no Wii U ou 3DS. Com mais de 150 desafios divididos no decurso de 13 clássicos, este título é uma boa oportunidade de conhecer um pouco mais do passado da Big N.

De volta às origens

Quem chegou a jogar o NES Remix provavelmente já embarcará neste título sabendo o que esperar, pois existem poucas diferenças entre esses dois jogos. O maior diferencial de Nintendo World Championships: NES Edition está a cargo da proposta competitiva, que incentiva jogadores do mundo inteiro a jogarem semanalmente para disputarem a melhor colocação do ranking global.

Aqui podemos encarar desafios de jogos como Super Mario Bros., The Legend of Zelda, Kirby, Metroid, Kid Icarus e muito mais. O título traz um conjunto interessante de clássicos, incluindo alguns que não chegam a ser parte do panteão de lendas da Nintendo – mas ainda merecem ser lembrados. Cada game conta com sua própria sequência de desafios com dificuldade crescente, iniciando com algo simples e terminando nos mais complicados.

O modo singleplayer é onde podemos treinar e nos aprofundar em cada tipo de desafio. Apesar de cada um ter um objetivo diferente, no geral o que conta é unicamente o tempo que você leva para conclui-los; sua performance é definida com início de uma nota que pode chegar até o nível S, para os mais habilidosos. Não pense que conseguir nota máxima é fácil, pois nem mesmo os desafios mais ridículos entregam isso de bandeja.

Para desbloquear novos desafios, é necessário comprá-los com as moedas que ganhamos conforme jogamos. Elas também servem para comprar novos ícones para nosso perfil online, então o jogo ainda proporciona esse tipo de agrado para nos incentivar a continuar jogando. Ainda assim, não chega a ser o bastante para manter uma longevidade muito alta.

Entrando na competição

O modo singleplayer é divertido e um bom ponto de partida, mas obviamente o foco está no multiplayer – onde a competição realmente realiza-se. Mas, aqui iniciam os principais problemas de Nintendo World Championships: NES Edition, que termina sendo bastante limitado neste quesito.

O jogo tem unicamente um único tipo de ranking, que é calculado com início do progresso semanal de todos que jogarem o modo online dentro de um determinado momento. A disputa virtual realiza-se em divisões, cada uma trazendo uma sequência aleatória de desafios. Essas provas mudam toda semana, então toda semana temos um campeão diferente.

Não tem nada de errado neste formato, mas o verdadeiro problema está no fato de não existir um ranking individual para cada desafio. No singleplayer, você compete unicamente contra seus próprios recordes, então não é provável ter uma noção do quão bom você é em determinado jogo. Isso tira grande parte da graça de investir seu tempo em melhorar para bater o recorde de outra pessoa – principalmente porque você sabe que seu esforço desaparecerá na semana seguinte!

Já o multiplayer local é tão divertido quanto qualquer outro jogo da Nintendo. É provável se unir com até oito pessoas em tela dividida e montar seus próprios campeonatos, em alguns casos sendo mais divertido do que jogar online. Vale a pena tentar esse modo com amigos e família, principalmente através do fato de incluir unicamente jogos simples de jogar e compreender.

Dito isso, não espere uma experiência muito robusta de Nintendo World Championships: NES Edition. Ele entrega o que promete, mas se limita a fazer unicamente o básico, sendo divertido o suficiente para algumas partidas casuais de vez em quando.

Fonte: Portal do Nerd